O psicólogo Barry Schwartz popularizou o conceito em seu livro The Paradox of Choice (2004). Ele argumenta que, embora a liberdade de escolher seja essencial para o bem-estar, o excesso de alternativas pode ter o efeito contrário: em vez de aumentar a satisfação, gera frustração, arrependimento e sobrecarga mental.
Como ele aparece no cotidiano
O paradoxo da escolha está presente em diversas situações comuns:
- Streaming: passamos mais tempo escolhendo um filme do que assistindo.
- Supermercado: dezenas de marcas e tipos de um mesmo produto tornam a decisão cansativa.
- Compras online: após horas de pesquisa, ainda ficamos inseguros se fizemos a melhor escolha.
- Carreira e consumo: múltiplas opções de cursos, empregos ou bens de consumo podem gerar ansiedade e arrependimento.
Esses exemplos mostram como a abundância de alternativas, que deveria ser libertadora, frequentemente se transforma em um fardo psicológico.
Consequências do excesso de opções
- Paralisia decisória: dificuldade em escolher diante de tantas alternativas.
- Menor satisfação: mesmo após decidir, surge a sensação de que outra opção poderia ser melhor.
- Ansiedade e arrependimento: medo constante de ter feito a escolha errada.
- Desgaste cognitivo: o processo de decisão se torna mais lento e pesado.
A analogia com a aprovação de um inquilino
No mercado imobiliário, a análise de um candidato a inquilino pode envolver múltiplas variáveis: histórico de crédito, origem da renda, movimentações financeiras, perfil de consumo, entre outras.
- Sem inteligência de dados: o gestor ou proprietário precisa lidar com uma avalanche de informações, correndo o risco de se perder em detalhes, atrasar a decisão ou até tomar uma escolha enviesada. É o paradoxo da escolha aplicado ao mundo corporativo: muitos dados, pouca clareza.
- Com inteligência de dados: algoritmos filtram e priorizam os indicadores mais relevantes, sintetizando informações em insights objetivos. Isso reduz a paralisia decisória, aumenta a confiança e agiliza o processo de aprovação.
Assim como no paradoxo da escolha, não é a quantidade de informações que garante uma boa decisão, mas sim a capacidade de organizá-las e transformá-las em critérios claros.
Conclusão
O paradoxo da escolha nos mostra que, no dia a dia, excesso não significa melhores resultados.
No mercado imobiliário, a inteligência de dados simplifica decisões e evita que a abundância de informações se transforme em barreira.
O verdadeiro segredo está em orientar para decidir com clareza e segurança.





